quinta-feira, 19 de abril de 2007

As manhãs… (parte 2)

Adoro aquele Km… pela fresquinha, olho para as pessoas, vejo a agitação do dia na cidade, de facto é algo que apenas vejo porque – venho de transportes – mas dá satisfação.


Não tinha dito ainda, mas o meu jeito é de olhar para os OLHOS das pessoas, todos, para onde olho logo é os olhos (tara? Não! ;P)


Mas o resultado é giro e interessante, porque todas as pessoas têm curiosidade em ver para onde os outros estão a olhar, mas ninguém é capaz de cruzar o olhar… é algo que por qualquer motivo nos intimida, parece que é um código que muitos têm implícito e respeitam sem questionar.


Em particular as raparigas, elas devem de facto ser fustigadas por menções, apupos, 2as intenções. Como consequência tendem a rejeitar qualquer contacto visual, a tal ponto que mesmo que vá com óculos escuros (não se vê para onde olho) tendem a virar a cara para o lado onde não está ninguém… Porque será! (não, acho que não tenho mau aspecto… eheeh i.e. não alguém que seja necessário desviar o olhar para não ver eheheh)


Mas seguindo a rua, chegamos às passadeiras… outro fenómeno! Todos querem estar na linha da frente, e por isso estão disponíveis a lutar pelo lugar, tentam empurrar, “furar” para estarem na frente e serem os primeiro a passar as zebras no chão.. ehehe


A comparação que faço é um combate, em que o embate se dá no meio da estrada, desvia para a direita, desvia para a esquerda… Ups desviaram para o mesmo lado! E uma vez no outro lado.. “são e salvo” voltam ao passo compassado lento e decadente! Uns a falar com os do lado, outros a falarem sozinhos, outros ainda a cantarem…
Já cheguei a fazer o trajecto de Metro, mas tudo se agravava, é fabulástico os milhares de pessoas que estão na plataforma, depois temos sempre que deixar passar 1 para que consigamos entrar com algum conforto, olhamos para dentro e vemos que todos os que entram têm intenção de serem um apêndice do pilar que se encontra à frente da porta, não deixando muita alternativa aos outros que senão ficarem encostados e esmagados contra a porta, recebendo o embate dos que vêm a correr e se atiram para a porta já cheia.


Com tudo isto, a opção de ir a pé parece-me muito mais atractiva e engraçada…




Bom onde quero chegar… Ando um bocado cansado de reparar em tudo isto… Sinto que preciso de uma alteração… Uma lufada de ar… de outros ares, bem mais divertidos…
Ainda bem que o fim de semana está ai. Bom fim de semana, até!!


Foto: http://www.lisbonphotos.net/component/option,com_frontpage/Itemid,1/limit,13/limitstart,117/

As manhãs...

Todos os dias oiço o alarme a tocar 10x antes de me levantar… Espero até que a minha mulher se levante e entre no duche para me levantar, faço a barba e troco de lugar com ela no duche.




Todos os dias saio do wc, visto-me e ajudo a arrumar o quarto, desço, ponho a mesa para o pequeno almoço, tiro o carro da garagem, como (pão/cereais), arrumo e saio. Todos os dias ligo o alarme, saio, volto a entrar e a sair (esqueço-me sempre de qualquer coisa, ou isso, ou aquela dúvida: - Será que…??).





Depois de estar fora do portão, dirijo para a estação dos comboios, procuro um lugar para o carro, ando até à estação, mas não sem antes ver um comboio partir, o que supostamente devia ter apanhado!, e sigo calmamente na certeza de que apanho o outro…





Chego aos comboios, vejo pessoas… Algumas já conhecidas de todos os dias que andam nos mesmos trajectos que eu, outras diferentes…





“Embarco” no comboio, mas não sem NUNCA antes levar um encontrão de alguém! (é curioso a fúria que as pessoas têm para entrar nos comboios/metros parece que não percebem que estando ali, ninguém vai a lado nenhum sem que estejam todos dentro! Haviam de explicar que existem controladores de portas atentos a isso, ou mesmo que não os existam, existem espelhos, câmaras para garantir o mesmo! - bom feito o reparo…)





…Nas vezes que consigo sentar-me, quase sempre porque faço o esforço por ir fora da grande rush hour (muito perto das 9AM) acontece 1 de 2 coisas:



- Consigo um lugar de dentro: ponho-me a ler descansadinho e alheio a tud
o



- Apenas tenho um lugar de fora: ponho-me a ler, mas em cada paragem, ou mesmo durante o trajecto tenho de aguentar os/as gordos/as que não percebem o fundamento do corredor central, é para andar no centro, sem necessidade de roçar nas pessoas que estão sentadas, será que é assim tão complicado?? É com sacos, malas, casacos… TUDO!! Bolas!!





Assim que chego à minha estação espero que todos os apressados em sair o façam… Tipicamente sou o último a sair da carruagem, poupa-me imenso:



- Não tenho de aguentar os empurrões, de trás, de um lado, do outro… nas escadas… na saída… Uffff



- Não tenho de estar à espera dos que têm de pedir autorização a cada membro do corpo para se deslocarem…
Saio da estação… um pensamento que me assola sempre… “Como detesto transportes públicos…”




Mas ultrapassado esse preconceito ponho-me a caminho, tenho de andar todos os dias 1Km, o meu Km preferido em todo o trajecto…
(continua depois) Até!!




Foto de: http://www5.worldisround.com/photos/9/426/561.jpg

terça-feira, 17 de abril de 2007

Desejo...

Há uns anos atrás tinha iniciado um pequeno livro com o mesmo objectivo deste blog, por isso lembrei-me que poderia mostrar alguns desses textos que foram altamente influenciados pelo estado de espírito que tinha na altura em que os escrevi. Aqui vai…







Palavra tão singela que pode ser aplicada de forma tão inocente como quando pronunciada por uma criança, mas tão dúbia como tantas outras quando dita por um adulto.
Sentimento, vontade, cobiça, apetite...
Sinónimos que bem ludibriados dão numa mistura explosiva capaz de receber as maiores e piores sentenças, sejam elas terrenas ou não!
Mas que interessa, afinal é bom desejar, símbolo de que se sonha, de que se pára para pensar e decidir o que se quer: um objecto, uma companhia, uma mulher...
Desejo é um pensamento eterno, uma característica da natureza humana, é algo incontrolável que todos querem, que todos ambicionam, mas que apenas só alguns concretizam, alguns realizam de forma divina e sábia.
É algo contraditório, até porque, às vezes, quem mais deseja menos alcança... Será justo? Talvez sim, talvez não. Isto é, se por vezes é correcto que aconteça, outras há que não se devia realizar, até porque nem sempre o que se deseja é bom, nem mesmo para nós próprios!Mas considero que, apesar de tudo, os nossos desejos devem ser fieis, a nós próprios e aos que amamos, porque senão, de que vale a pena desejar?





Até!!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Decisões...

A tomada de decisões é, de facto, uma temática complexa! Elas influenciam a visão que os outros têm sobre nós, muito embora, às vezes, isso é o que menos interessa, mas será que isso é independente das pessoas?

Acho que não, sobretudo quando diz respeito à nossa familia! A familia é algo que gostamos de ter em harmonia, com comportamentos calorosos que se traduzem em boa vontade de estar! Preservamos as relações porque são os que amamos...

Mas o inevitável acontece e embora tenhamos a maior das dedicações e a maior das satisfações em partilhar, é natural do humano magoar os outros. Acontece!

Não que se deva ficar estáticos a ver o que acontece, mas quando se está cansado de como as coisas correm, o que fazer? Deixamos de ser protagonistas para sermos figurantes de uma acção que nos envolve e da qual deixamos de ter total controle, porque... simplesmente... estamo-nos nas tintas para o que acontece a seguir...
A certeza, porém é de que uma escalada com o perigo e envolvência do Monte Everest vem ai! (risos) mas é inútil lutar, porque como se sobe, vai-se ter de descer... é apenas uma questão de saber – para quantos dias se levou os mantimentos :-) – para sabermos que o que se segue é um perigoso e moroso caminho que pode colocar tudo em risco... (onde estou a querer chegar com o exemplo???)

A questão é e julgo que todos nós experimentamos este efeito! As decisões são tomadas, nem sempre as melhores, mas o que acontece a seguir é um jogo de poder entre as emoções e o respeito que temos em nós próprios. Sairemos vitoriosos se conseguirmos conjugar as duas, destroçados se apelarmos descontroladamente por uma.

Vou dizer a verdade (!), eu apelo quase sempre ao respeito por mim! Gosto de me sentir coerente, contra tudo e todos, magoe que magoar, custe-me o que me custar... defeito ou virtude? Não tenho a certeza, acho que é mesmo FEITIO!!! Mas a verdade é que não há receita, porque é um jogo perigoso...

Porque se bem que consigo encontrar palavras para três resultados, um deles é um grande “question mark”! e o que sucederá poderá ser bem complicado de resolver (ou não!).

Mas o que tento transmitir é... Decisões... pufff! Só servem para nos tramar... Até!!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Tudo começa

Sexta-feira 13, parece que esperei todo o tempo para iniciar o primeiro post do meu primeiro blog! Será algo premonitório?

Bom na verdade é o começo de um projecto que pretendo levar para a frente. Uma pretensão nem sempre fácil - manter um blog activo (e com interesse)...

Mas na roda da vida nem sempre temos tempo... para nós! Para estarmos... sozinhos... e pensarmos no que queremos, no que somos, quem amamos...

É um impulso que quero que seja gratificante para mim mesmo... (desculpem-me o egocentrismo) mas é isso mesmo.

Quero que antes de mais seja um blog meu, para mim... Mas com uma disposição bestial para partilhar com todos os que por aqui passem.

Com orgulho por hoje me despeço... até!!