quarta-feira, 30 de maio de 2007

Açores

Estou nos Açores, bela terra..




Infelizmente os motivos que cá me trouxeram não foi turismo, mas sim work!! Tudo correu bem, mas estou cansado, no fim do dia uma boa noticia, a que consegui antecipar o voo de regresso e ainda hoje estou em casa…
Mas, enfim, nestes momentos vemos o que é solidão. Sentado nas cadeiras na sala de embarque, já cá estou a 1h e ainda vou ter de esperar 1h+! Comigo estão mais 7 pessoas, em que apenas 1 é mulher e 2 não estão com o pc ligado!




Mas estranhamente todos estão calados, sem relações, SOZINHOS!! É estranho..




A solidão é impressionante, compensa os momentos em que de facto queremos estar sozinhos, mas mais do que isso serve também para criar um armazém dela que por agora já chega! Pelo menos a insular.. ehehe




Acho que estar sozinho em casa, na nossa casa, nos nossos sítios, à nossa vontade é uma coisa, estar sozinho num sitio completamente à parte de tudo é outra coisa diferente…




Mas até que se passou bem, com o sentimento de dever cumprido.


Por isso…


Vou voar e se estão a ver é porque cheguei bem… eheh




Até!!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Altos e Baixos

Já há muito tempo que não escrevia!! A verdade é que tenho tido pouco tempo para dedicar ao meu blog e a mim...




Mas todos precisamos do nosso tempo, por isso… Cá vai:







Acho que todos de vez em quando estamos um pouco em baixo, aliás foi isso que me motivou o inicio do blog. Mas todos temos de ter uma força interior que necessitamos de recarregar para avançar com tudo e todos, mesmo que não tenhamos qualquer vontade..




- Ah e tal…




- Ah e tal, NADA! Temos de ir pra frente, claro que os amigos, grandes companheiros de viagem estarão por perto para certificar que isso acontece, mas não se pode ir abaixo..



Por vezes tenho essa vontade, desistir de tudo e ver o que vai dar, mas logo concluo que não ia dar nada de jeito, nem para mim, nem para as pessoas de quem gosto! Porque se desisto, viro o quê? Nem sei bem, a verdade é que vivemos para lutar, por objectivos, pela nossa ambição, pelas nossas coisas, pelo nosso espaço… de facto, a vida não é difícil, difícil é descobrir o modo certo de lutar pelo que queremos, e isso só aprendemos levando porrada de muita gente e muitos lados, por vezes até ao mesmo tempo!




Não há que ter medo, porque havemos de descobrir “o” caminho a percorrer. Acredito num ciclo de vida, que tem “altos” e “baixos”, a felicidade encontra-se no balancear para os “altos” e a tristeza no balanceio para os “baixos”. Só temos de certificar que tornamos os “baixos” mais curtos e longínquos possível e tudo vai correr bem…




Aos outros, os que não conseguem afastar os “baixos” agarrem as mãos amigas para lutarem por vocês e “sacarem” para bem alto.. Uma vez em cima tenham a clarividência de mudar a direcção de descer a montanha! (a comparação torna-se difícil, eu sei… mas mais difícil é a aplicação!)




O meu exemplo? Tenho 2 escapes: o trabalho; a casa. São dois espaços distintos e sagrados, em que faço questão de não misturar, claro que 1 sempre afecta o outro, mas torna-se mais evidente o que está bem do que o que não está. Quando os dois se tornam complicados, há sempre o percurso intermédio que tem de dar para resolver…




A musiquinha é sempre boa companheira, mas a verdade é que mesmo quando estou sozinho sinto que posso sempre contar com os meus amigos…




Até!!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Criticas…

Todos criticam, é certo, mas o outro lado da verdade é que tambem todos são criticados...




A meu ver, o que se passa é que todas as criticas são faceis de dizer, qualquer comentário, qualquer exemplo, mesmo que dito de forma inocente pode ser uma critica fugaz.




Mas, simultaneamente todas as criticas são difíceis de ouvir... Ninguém gosta de ser criticado, de ser apontado, alvo de chacota...




Por vezes, alguns mais cinicos dizem: "todas as criticas são boas" mas a verdade é que não passa de uma frase feita, de um refúgio, uma frase que, de significado próprio tem muito pouco, mas...




Existem também os que, como eu na maioria das vezes (!), são toda uma vida, ávidos por conhecer, por ouvir, por saber. Isso sim, esse é o fenómeno que consegue transformar uma critica destrutiva em uma da qual se tira uma lição... Mais que não seja, a que se deixa de poder contar com o critico :-)...




Pensado sobre o tema julgo que a verdadeira resposta surge sobre o âmbito da critica, i.e. se diz respeito aos sentimentos, se diz respeito ao trabalho, se à vida familiar, aos comportamentos... E nesse âmbito, tudo o que é de um foro mais intimista torna-se muito mais difícil de aceitar... Tão mais doloroso...




No entanto, devemos ter consciente que nem tudo o que ouvimos em conversas corriqueiras, em trocas de galhardetes, em convivio, em diversas situações da vida, são providas de intenção de critica...




E o equilíbrio com nós próprios disso é revelador. I.e. considero que se nos tivermos em boa consideração, seremos capazes de definir melhor essas conversas "inocentes" e usufruir livremente dos prazeres das mesmas, do convívio, das brincadeiras...




No fundo, quando respeita a criticas, venham de onde vierem, sobre o que forem tudo o que precisamos é de uma boa dose de autoconfiança... E essa só se ganha por nós proprios, porque a que nos é incutida por outros tão depressa nos é dada, como a tiram de seguida.




Até!!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Faz falta...

Ao longo do dia sentimos tantas vezes falta... Questionamo-nos tantas vezes do que falta..




Ainda assim, muitos não têm consciência do contributo que dão para incutir esse sentimento nos outros. Fazem falta porque tiram, fazem falta porque não estão presentes, fazem falta porque é bom, é confortável, é agradável tê-los perto de nós, à nossa vista, a viver connosco.



Mas como se não bastasse, por vezes, não são os outros que afastam o que nos faz falta, mas sim as próprias coisas que se nos afastam do horizonte, e isso custa.



Custa muito, mas não tanto como o afastamento de uma pessoa, que por sua própria vontade ou desespero se vai.. Embora? Não.. ou talvez sim, mas não porque tenha de ir, simplesmente porque... foi!



Há o que falte por momentos e o que jamais volta, qual dos dois nos comove mais? Eu acho que é o que vem e volta, porque o que vai de vez, pode atormentar-nos uma vida, mas, quer queiramos, quer não, ao fim de algum tempo apercebemo-nos de que não há regresso e cai em hábito.



Não é que não nos lembremos, apenas torna-se costume viver-mos com a falta e não nos impressiona o tormento que sentimos.



Mas, o que está sempre a ir e vir, como as ondas do mar, corrói, danifica, melindra, tormenta eternamente de uma forma consumista, retira a vontade de viver na ânsia de voltar a ter, de voltar a ver, de voltar a estar com o que falta, porque só assim nos sentiríamos bem, confortáveis, satisfeitos.



Assim é a falta que a família nos faz, das pessoas que durante a nossa vida família se fazem.



Mas, pensar apenas no que nos faz falta é egoísta demais! Ou talvez não...



Mas a verdade é que haverá sempre qualquer coisa animada ou inanimada que precisa de nós, que necessita que estejamos perto para que também se sinta bem.



Algo ou alguém que não compreende porque temos de ir, tal como tiveram de ir quando gostávamos que ficasse, mas que compreenderá que irá ter – Falta! E que daria tudo ou quase tudo para não a sentir.



Até!!

sábado, 5 de maio de 2007

Mãe

De certeza que ser mãe a 100% é difícil, mas é uma tarefa que muitas mulheres estão dispostas a aceitar.




Grande dom, o de dar a vida!




A vida dos pequeninos começa, e desenvolve-se e a certa altura anseiam por voos mais altos, para partirem para a sua vida.




E, se antes de partirem, as zangas eram algumas, todas elas tinham a pressão do dia-a-dia, todos os dias filho e mãe se cruzam e todos os dias convivem…
Isso tende a facilitar a resolução de conflitos, sejam conflitos de amor, sejam conflitos de interesse, sejam conflitos de perspectiva…
Conflitos! São o que são, muitas vezes não têm importância, mas outras vezes fazem toda a diferença.




É um tema complicado que tento sempre fugir, o que acontece é que quando se sai de casa, queremos o nosso espaço, a nossa vida, as nossas coisas, enfim criar a nossa realidade. Não que os pais, em concreto a mãe deixe de fazer parte dela, NUNCA o deixará! Mas a realidade altera-se.




Para alguns de nós – filhos – para estarmos sozinhos, para outros para termos uma companhia “perfeita”. E, claro, como consequência começamos a pensar de maneira diferente. Em especial, no último caso, é preciso dar a consciência de que existem 2 mães, ou supostamente assim deveria ser, acrescentando dificuldade à gestão de relações. Mas acima de tudo é preciso ter a consciência que por vezes são os próprios filhos que não se querem aproximar demais.




Não quando são sempre contrariados, não quando nunca têm razão, não quando nunca podem falar, não quando se sentem recriminados, não quando são apontados, não quando NUNCA são ignorados.




Por vezes gostava de ser ignorado, que as minhas atitudes pudessem ser ignoradas, que não magoassem, que simplesmente as pudesse tomar sem consequências, porque de facto, todos temos de fazer a nossa vontade de vez em quando.




Hoje estou chateado com a minha mãe, sim! Porque será que nunca sou capaz de lhe fazer entender que muitas das decisões que a magoam sou eu que as tomo de livre vontade, porque será que ela não entende que, às vezes, os filhos são os “maus da fita”, porque será que não aceita as decisões que se tomam.




Muitas atitudes que recebo, das coisas que oiço no meu dia-a-dia chateiam-me, aborrecem-me, magoam-me, desiludem-me e não é por causa disso que desato a falar mal com todos, que repercuto as minhas atitudes em todos (ou só numa determinada pessoa)!




A vida é assim, e a maior parte das mães devia saber como reagir, afinal de contas já fizeram algo parecido com as mães delas.




Acredito que o desejo seja de ter sempre os filhos perto, mas chega uma altura que é necessário cortar o cordão umbilical que liga não à 9 meses, mas por vezes à mais de 20 anos! E há que deixar ir, porque na verdade a relação altera-se, mas só vai para pior se quisermos manter a corrente intacta, há que saber modular a relação e aceitar que nem sempre se pode estar junto, nem sempre se pode ter… Mesmo que isso aconteça nos dias que são nos são mais importantes..




Mãe, tu és a 365 dias/ano, mas já acontecem muitos anos que não me tens a 365 dias/ano, a questão que se deve levantar não é se estou presente nos dias que queres/gostarias, mas sim na boa vivência e no desfrutar dos momentos que nos encontramos, não achas?




Até!!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Net adventure

Comprei um Zapp! Não que isso seja um feito extraordinário, mas o acontecimento que presenciei é!

Como qualquer pessoa menos medrosa da Internet, adquiri o equipamento na Internet e, passados 2 dias o extraordinário tinha acontecido! Ele chegou!!! Eheh fui aos CTT para o levantar e assim que abro o pacote sinto que algo não estava a correr bem!

Pois é, o pacote vinha incompleto, aparentemente o handling procedeu mal e usurpou um cabo de ligação USB. Com efeito liguei de imediato para o contact center para conseguir ter o dito da forma mais expedita possível. Do outro lado atendeu um mocito que se prontificou a enviar-me o cabo… por CTT!!! Eu disse “pois, mas isso demora-me mais 2 dias, e como estamos perto do fim de semana… passa para a próxima semana!” sem resposta pronta, permitiu que me dirigisse às instalações para levantar o cabo.

Assim fiz. Hoje saí na minha hora de almoço para lá ir, a uma “loja” que me tinham dito não fechar na hora de almoço! Bem quando cheguei lá, aquilo era um edifício de escritórios, e quando cheguei à secretária do piso deparei-me com o feitio de alguém que não encontrava a algum tempo.

“A responsável não está, saiu para almoço, será que não pode voltar mais tarde?” Bolas!! Numa empresa de telecomunicações, um cliente que compra na Net, supostamente porque não se quer incomodar a ir a uma loja, vai lá ter com eles e ainda tem de regressar!!

“Não!!” - respondi-lhe - “sabe eu sou de fora de Lisboa, vim cá de propósito, só preciso da porcaria de um cabo e não pode ir buscar um e dar-me? Ligar, se apenas precisa da autorização?!”

“Imagine que ela foi a Rio de Mouro, ela não vai voltar!” bem passei-me! “pois olhe eu não tenho de imaginar nada, sou um cliente e têm de assegurar que o vosso serviço não pára”

Bem entretanto ela ia a outra divisão procurar por alguém para lhe tirar o sufoco, e felizmente andava por ali outro responsável de um outro produto! O Frederico, esse sim safou-me ao ver a minha cara de desespero ao olhar para aquela incompetente. Agarrou no telefone e ligou à colega que lhe deu autorização para dar o cabo e 2 min. depois estava fora dali!

De facto é o que se passa nas empresas portuguesas! Existe sempre uma pacóvia que nem pensa que quem lhe paga os ordenados são os clientes, eles devem merecer o nosso respeito e prontidão de resposta…

Imaginava a Zapp uma empresa orientada para o futuro e sem celeumas para tomar decisões (ou para as pedir) invés disso, encontrei no meu primeiro contacto com a empresa uma fonte de problemas e criação de barreiras. Com muitas daquelas se leva um país ao fundo!

Bem uma aventura que me custou 2 horas e 20s e tais kms.

Até!!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Aparências

Aparências, essa coisa de metido a burguês, ou nem tanto que ilude os demais que vivem connosco, trabalham connosco, comem connosco...


Aquilo que é capaz de levar-nos a fazer disparates e no fundo que condiciona tudo o que fazemos, sem quê nem porque!


É duro, porque quem olha apenas a aparências é iludido, iludido pela beleza, iludido pela riqueza, iludido pela moda..


Será que as aparências fazem sentido de existir? Pergunto que tipo de vontade deverá surgir quando uma mulher olha um ricaço horrível na rua! “Olha aquele jeitoso!” ou “Olha pá quilo, feio mas cheio de dinheiro!”


Porque será que algumas acham que vale a pena o esforço de aturar um homem apenas pela aparência que este lhes pode proporcionar.




Atenção: o mesmo vale para o sexo oposto..




Eu olho, claro, mentia se dissesse que não via a aparência das pessoas, não julgasse pela aparência, mas existe tanto mais... Muito mais que a bela ou feia aparência.
Se há coisas que gosto é de criar uma barreira à minha volta, daquelas que julgam o que sabem o que penso, mas apenas estão a ser iludidos, pela minha aparência de bem estar, pela minha aparência de pessoa forte, bem formada e segura de si própria, quando no fundo, por vezes, sinto-me mais pequenino que um palito, mais fraco que uma varinha e inseguro que um pedaço de madeira podre, mas daqueles bem podres quase em pó!


Pensam e falam comigo, mas toda a minha experiência em conversas resume-se a 2 palavras: perca tempo! Pois são daquelas conversas épicas, cheias de floreados e circulantes, mas que nada adiantam, nada se conclui, nada se crava senão a dor, a dor e angustia de ver que tudo o que se disse, tudo o que se destapou de nada adiantou e ainda nos tornou mais vulneráveis, mais despidos de nós, do nosso orgulho e do prazer que sentimos ao manter a aparência.


É como que uma racha que se abre no muro que erguemos, comprometendo toda a sua estabilidade, todo o seu esplendor, sem nunca sabermos se o vamos conseguir restaurar, se vai resistir à próxima intempérie. Valerá a pena o esforço? Numa vida já de si tão curta!