Ao longo do dia sentimos tantas vezes falta... Questionamo-nos tantas vezes do que falta..
Ainda assim, muitos não têm consciência do contributo que dão para incutir esse sentimento nos outros. Fazem falta porque tiram, fazem falta porque não estão presentes, fazem falta porque é bom, é confortável, é agradável tê-los perto de nós, à nossa vista, a viver connosco.
Mas como se não bastasse, por vezes, não são os outros que afastam o que nos faz falta, mas sim as próprias coisas que se nos afastam do horizonte, e isso custa.
Custa muito, mas não tanto como o afastamento de uma pessoa, que por sua própria vontade ou desespero se vai.. Embora? Não.. ou talvez sim, mas não porque tenha de ir, simplesmente porque... foi!
Há o que falte por momentos e o que jamais volta, qual dos dois nos comove mais? Eu acho que é o que vem e volta, porque o que vai de vez, pode atormentar-nos uma vida, mas, quer queiramos, quer não, ao fim de algum tempo apercebemo-nos de que não há regresso e cai em hábito.
Não é que não nos lembremos, apenas torna-se costume viver-mos com a falta e não nos impressiona o tormento que sentimos.
Mas, o que está sempre a ir e vir, como as ondas do mar, corrói, danifica, melindra, tormenta eternamente de uma forma consumista, retira a vontade de viver na ânsia de voltar a ter, de voltar a ver, de voltar a estar com o que falta, porque só assim nos sentiríamos bem, confortáveis, satisfeitos.
Assim é a falta que a família nos faz, das pessoas que durante a nossa vida família se fazem.
Mas, pensar apenas no que nos faz falta é egoísta demais! Ou talvez não...
Mas a verdade é que haverá sempre qualquer coisa animada ou inanimada que precisa de nós, que necessita que estejamos perto para que também se sinta bem.
Algo ou alguém que não compreende porque temos de ir, tal como tiveram de ir quando gostávamos que ficasse, mas que compreenderá que irá ter – Falta! E que daria tudo ou quase tudo para não a sentir.
Até!!
quarta-feira, 9 de maio de 2007
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1 comentário:
Acertaste em cheio.
"Todo o nosso descontentamento por aquilo que nos falta procede da nossa falta de gratidão por aquilo que temos."
(Daniel Defoe)
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